segunda-feira, 16 de novembro de 2009

153 - Missão nos rios Companhiazinho e Jaburu

Missão no Setor Companhiazinho
Município de Breves
Entre os dias 14 e 15 de Novembro de 2009.
Missionários Beto Bernardi e Rogério Rosa



A convite do senhor Tex, coordenador do setor denominado “Companhiazinho” em referência ao rio do mesmo nome, partimos no sábado, dia pela manhã em direção ao Rio Jaburu, cerca de 4 horas de viagem na lancha expressa da empresa de navegação Bom Jesus. Nossa missão era de participar de um encontro que é realizado mensalmente nas comunidades do setor.

Desta vez o encontro seria realizado na comunidade São Paulo. Chegando no Rio jaburu, nos instalamos na casa do coordenador do setor, no sábado a tarde realizamos uma celebração da palavra, presidida pelo missionário Rogério, com a comunidade Sagrada Família. Já ao anoitecer seguimos ao nosso destino, comunidade São Paulo.
Na manhã do domingo reuniram-se naquele local representastes de 10 comunidades, sendo 9 do setor e mais uma comunidade vizinha, chamada São Pedro.

Iniciamos com a oração do santo terço, rezando os mistérios gozosos e durante os mistérios refletindo sobre a família de Jesus como exemplo para nós.

Desde o anuncio, onde Maria Santíssima questiona o anjo, mas aceita a missão confiada de ser Mãe; Passando pelo serviço que Maria presta a Isabel, mesmo no estado de gravidez ela não se furta de fazer os trabalhos daquele a quem ela vai servir; Lembramos a figura de José como pai e protetor da esposa e da criança; Citamos o casal que cumpre a lei e faz ingressar na religião dos seus pais a criança e assim devem proceder os pais católicos, batizando seus filhos na e educando na fé católica. Por fim, a obediência de Jesus, que mesmo sendo Deus, acolhe o modelo de família como modelo perfeito de sociedade e se torna submisso a Maria e José.

Após a oração do santo terço, levamos as crianças presentes a assistir um pequeno filme musical “Cocoricó” da Rede Cultura de Televisão, que através das musicas ensina bons hábitos aos pequenos, Rogério os acompanhou nesse momento.
Enquanto as crianças estavam assistindo ao filme, na capela eu pregava aos adultos e aos jovens sobre o tema “família”, sem deixar de enfocar o problema das drogas, alcoolismo e do avanço do protestantismo que tem dividido as famílias católicas naquele setor.
Após um curto período de convivência com os comunitários e o almoço, retornamos para o rio Jaburu na casa do coordenador, senhor Tex, onde permanecemos até a noite e retornamos no barco São João do Palheta em direção a Breves.
Quero salientar que logo numa primeira parada foi possível observar como avançam os protestantes em nossos rios da região, criando estruturas de pequenas vilas, muito iluminadas com cultos noturnos, realmente atraentes. É de se admirar o trabalho que eles fazem nesse sentido, e nos faz refletir o quanto estamos atrasados nesse quesito.
"Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Mat 18,20)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

152 - Entrevista com Vanuza - Projeto Anjo da Guarda

Entre os inúmeros trabalhos realizados pela RCC Brasil, destacamos um que é mantido pelos membros do movimento de todo o Brasil, e que está sob responsabilidade do Escritório Nacional: A Missão Marajó, que tem como uma de suas bases mais fortes o trabalho com as crianças da Ilha do Marajó/PA, por meio do Projeto Anjo da Guarda.

Esse projeto vem sendo ampliado graças a uma grande mobilização nacional. Nós entrevistamos uma das crianças que está sendo beneficiada pelo trabalho de nossos missionários. Você perceberá o quanto esta iniciativa está transformando a sua vida.

ENTREVISTA

Renovação: Qual é o seu nome?
Vanuza: Meu nome é Vanuza Paulino Soares, tenho três irmãos, sou a mais velha da minha casa e todos nós participamos do Projeto Anjo da Guarda.

Renovação: Quantos anos você tem?
Vanuza: Eu completei 12 anos.

Renovação: Há quanto tempo você participa do Projeto Anjo da Guarda?
Vanuza: Desde o dia que começou, há mais de um ano.

Renovação: Como era sua vida, antes de você participar? Como era o seu dia a dia?
Vanuza: Era assim: eu não tinha nada para fazer, então eu levantava, ia pra escola e depois ficava sem fazer nada o dia todo.

Renovação: Como está sua vida, hoje? O que faz desde a hora que levanta até a hora de dormir?

Vanuza: Eu continuo indo pra escola, depois quando chego tenho atividades na Igreja e tenho compromissos: participo do coral, de artes cênicas, do sopão, do Grupo de Oração, do grupo de adolescente e das reuniões dos coroinhas. Participo, também, das reuniões da Sementinha (Vanuza é voluntária pra cuidar das crianças pequenas), todos os dias eu venho pra Igreja, às vezes até de noite tem coisas pra fazer.

Renovação: Você está feliz em participar da Missão Marajó?
Vanuza: Eu estou feliz sim, tem muitas brincadeiras e atividades, os voluntários e os missionários são legais. Eu sou feliz aqui.

Renovação: A sua participação no Projeto Anjo da Guarda fez alguma diferença em sua família?
Vanuza: Fez sim. A gente conversa sobre o anjo da guarda, tem mais diálogo, a gente vai pra Igreja juntos e meu pai ajuda na Igreja.

Renovação: Qual atividade mais gosta de realizar?
Vanuza: Ser coroinha.

Renovação: Pense em uma atividade do Anjo da Guarda, que você lembra ter sido muito legal. Como foi esse dia?
Vanuza: Foi num sábado, os voluntários Cleidson, Paula, Jomario e Neto fizeram vários recortes de crianças brincando, natureza, casa e outras coisas. Aí eles pediram pra gente escolher um recorte daqueles e depois a gente tinha que dizer por que escolheu aquele recorte e o que lembrava aquela figura, eu escolhi uma família ao redor da mesa, pois me lembrei da minha família, depois disso teve um lanche muito bom, foi macarrão com açaí.

Renovação: Você gostaria de mandar alguma mensagem para sua madrinha Rosângela?
Vanuza: Gostaria de dizer que eu estou muito feliz de ser amadrinhada por ela e que eu gostaria de um dia conhecer ela pessoalmente. Faço um apelo para não acabar o Projeto Anjo da Guarda, porque agora eu tenho amigos, eu participo da Igreja, ajudo cuidar das crianças da Sementinha e sou coroinha. Eu queria agradecer, dizer muito obrigada pelo que estão fazendo pelas famílias e também porque estão construindo lá na Igreja uma cozinha, um banheiro, uma sala e uma varanda pra servir o sopão. Muito obrigada. Um beijo e um abraço da sua afilhada Vanuza.


Ficamos irradiantes por constatar, através desse testemunho da pequena Vanuza, que estamos no caminho certo, de que, verdadeiramente, evangelizar as nossas crianças, aproximando-as do Evangelho de Jesus, é um passo fundamental para que o mundo torne-se melhor e mais humano. Basta que realizemos a nossa missão enquanto cristãos a serviço do Reino de Deus.

Fonte: Revista Renovação, ano 10, edição 58, de setembro/outubro de 2009.

domingo, 8 de novembro de 2009

sábado, 31 de outubro de 2009

150 - Dia de Luto, dia de Luta Marajoara

Dia 30 de Outubro de 2009 foi escolhido como o Dia de Luto Marajoara, onde todas as instituições publicas e privadas, pessoas de todos os ramos e seguimentos deveriam estar nas ruas, vestindo preto para denunciar e protestar contra as atuais condições de vida do povo marajoara, especialmente da Cidade de Breves, onde se deu a manifestação. Prefeitura, câmara municipal, sindicatos, escolas, igrejas, comércio, industria, desempregados, adultos e crianças, enfim, todos estavam representados
Cerca de 6 mil pessoas participaram da manifestação, os estabelecimentos comerciais, quase em sua totalidade, foram fechados as 16 horas para aderir ao protesto. Um movimento pacífico, sem conotação partidária, sem conotação religiosa, simplesmente um povo que deseja o desenvolvimento do Marajó, tanto prometido pelos governos federal e estadual, porém que nunca saiu do papel.
Destaque especial devemos dar a questão da educação e da saúde, das empresas que geravam renda para o município de Breves e municípios vizinhos, que foram fechadas lançando para a linha de pobreza 10 mil pessoas somente em Breves.
Estamos de LUTO, mas estamos em LUTA, nessa é a mensagem de um povo que não quer só reclamar, mas que começa a despertar para a reinvidicar o que é seu direito.
A água também, não poderia ser esquecida, num lugar cercado de água como o Marajó, como é concebível que um de seus maiores problemas seja extamente a falta de água potável?
Veja na imagem abaixo o tipo de água que a COSANPA (Companhia de Saneamento do Pará) distribui ao povo de Breves, aliás, mesmo essa água ruim não chega nem a metade da população urbana.
Todos tiveram algo a falar, todos tinham algo a cantar e "chavões" surgiram na passeata, como por exemplo: "Ei, você ai, queremos água, não queremos tucupi" uma comparação da cor da água oferecida ao produto típico paraense.
Caracterizações animaram o percurso, como exemplo na foto acima, uma grande camisa preta que vestia muitos manifestantes.
Quem já viu essa região ser próspera, espera poder deixar essas riquezas para os seus.
Nossos padres participaram ativamente da manifestação, também os meios de comunicação ofereceram vasta cobertura e o compromisso de que esse material seja divulgado em rede nacional, chegue aos gabinetes de quem comanda o estado e o país e, por fim, chegue aos organismos internacionais que falam tanto de proteger a Amazônia e esquecem-se de proteger os amazônidas.
Um grande abraço a Praça do Operário, símbolo da prosperidade de Breves, tão distante de nossa realidade, mas próximo no desejo desse povo de resgatar a sua dignidade.
O hino de Breves cantado por 6 mil pessoas que a chamam de "Jóia do Marajó". Seria pedir muito aos nossos governantes para que olhassem com mais carinho para esse povo que é realmente de "beleza rara"?
Ficam essas belas imagens como mensagem de que aqui vive um povo que sofre com o desemprego, com um dos mais baixos IDH do país e que deseja somente sobreviver com a sua própria capacidade de gerar riquezas.
Não é um chamamento para o conflito, para a briga, mas é um pedido de PAZ que está na cabeça e no coração do povo marajoara.

domingo, 25 de outubro de 2009

149 - Navegando com a Missão Marajó

"Venha Evangelizar sobre as águas do Marajó"

Iniciamos a todo vapor o novo grupo de formação de pregadores, são 24 inscritos, das mais diversas pastorais da paróquia, também de diversas comunidades.

Isso nos alegra muito, porque é uma resposta de pessoas que realmente buscam crescer espiritualmente e se capacitar para anunciar a palavra de Deus
Deus nos capacitará a cada dia para conduzir essa tripulação que ruma ao que antes parecia impossível.
Enquanto isso, em São José Operário, uma semente é plantada.

Nosso grupo de catequese para crianças que ainda não estão na idade escolar, se chama SEMENTINHA, não por acaso, mas porque cremos que estamos plantando algo de novo, e dessa árvore frondosa, crescerá o Novo Pentecostes no MarajóRecebemos uma visita ilustre na quinta-feira, Dom Francesco, um padre italiano que vem acompanhar por alguns dias o trabalho da Associação Missionária Cruz do Sul, juntamente com Mara Abreu, esteve conhecendo nossos pequenas sementes e vendo as obras que aconteceram em um ano na comunidade São José Operário.
Por fim, no sábado visitamos o sr. José Luiz Caramês, a ele pertence atualmente o barco que desejamos agregar a essa missão.
Há uma grande possibilidade de termos essa beleza fazendo a Missão Marajó chegar a todos os lugares desse Marajó, lugares que para nós hoje é impossível chegar.
Por isso pedimos suas orações, para que Deus realize mais esse milagre em nosso meio.
Por falar em milagre, as obras do anexo da comunidade São José Operário estão chegando na parte dos acabamentos, esse milagre é possível porque cada padrinho e madrinha do projeto Anjo da Guarda e cada colaborador da Renovação Carismática Católica, assumiu sua responsabilidade como missionário mesmo a distância.
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Que Deus abençoe a cada um de vocês que acreditam nessa obra de misericórdia de nosso Deus.