Quinta-Feira, 5 de março,
Maria das Graças,
uma menina cheia de graça.

Amanheceu no Mapuá sem chuva dessa vez, foi possível lavar algumas roupas e colocá-la para secar no alto do barco.
Tomamos café com a comunidade que tem essa prática do café e almoço comunitário.
São Benedito do Mapuá não é uma comunidade grande, são 27 famílias apenas, mas nessa viagem percebemos que é a comunidade melhor estruturada fisicamente. Tem uma capela nova e um dirigente interessado em fazer uma estrutura bonita com bancos, oratório, mesa do altar e da palavra bem bonitas. Marcelino, o dirigente, é um rapaz novo e com bastante animo para construir.
Iniciamos nossas atividades por volta das 8 horas e 30 minutos e logo após a saudação o padre foi atender confissões e eu fiz uma palestra sobre as orientações de organização das capelas do interior, enfatizando as novidades de nossa paróquia nesse ano de 2009 que é a Crisma para as capelas do interior, bem como a introdução do sacrário nas capelas que tiverem condições de receber o Cristo Eucarístico.

Porém, nessa manhã, a maior graça que eu tive foi a de conhecer uma menina chamada Maria das graças, ela tem uma deficiência mental e mal consegue falar, ouve bem, mas não consegue pronunciar bem as palavras. A mãe dela veio nos procurar, pois a menina deseja fazer Primeira Eucaristia e não era bem acolhida por causa de sua deficiência. Que alegria para essa menina foi quando a mãe me apresentou a ela. Ouvinte assídua do rádio, ela já me conhecia bem, sabe quem é a Virtes, o Ray Batista e outros locutores da rádio. Para Maria das Graças cada um desses da rádio é alguém muito importante, pois faz companhia a ela nas madrugadas que passa acordada, segundo a sua mãe, ela acorda às 2 horas da manhã e liga o rádio, seu único amigo.
Frei Ronaldo autorizou a Maria das Graças de receber a Eucaristia, reconheceu sua limitação, de que ela não tem consciência do que é pecado e por isso não teria nem como se confessar, como ela deseja receber o Corpo de Cristo porque vê os outros recebendo, não seria justo impedi-la.
Com apenas 1 batismo durante a missa, de uma menina chamada Pâmela, a celebração não foi demorada. Na homilia o padre falou sobre a oração que tem poder diante de Deus, a oração do simples e sincero como foi a rainha Ester pedindo por seu povo prostrada diante do Senhor.
Terminada a celebração, preparamo-nos para o almoço que, como o café da manhã, seria comunitário.
Seguimos rio abaixo, continuamos no Mapuá, dessa vez a comunidade visitada seria Nossa Senhora das Graças, na vila Amélia.
Como sempre, fomos recebidos com festa. A capela é uma beleza, novinha, acolhedora e das mais organizadas desta visita. São 27 famílias freqüentadoras da comunidade e ali realizamos 11 batizados. Com certeza essa será uma das primeiras capelas do interior a receber o sacrário, pela sua estrutura física e pela capacidade de seus dirigentes. A pregação do dia era muito boa de fazer, exatamente porque o evangelho do dia trazia para nós o ensinamento de que devemos pedir com insistência a Deus que tudo nos será dado, pois se até nós que somos maus damos o que nossos filhos pedem quanto mais Deus que é bom dará o que nos é necessário.
Terminada a celebração, retornamos para o Santo Ezequiel Moreno, na certeza do dever cumprido. Por volta das 19horas e 30 minutos fomos jantar na casa do dirigente da comunidade, Antonio Borges.
Depois do jantar e um bom papo com os novos amigos, resolvemos dormir por ali mesmo, já que a próxima comunidade estava a mais de 1 hora de viagem e a noite estava sem luar, o que dificultaria a navegação.

Tomamos café com a comunidade que tem essa prática do café e almoço comunitário.

São Benedito do Mapuá não é uma comunidade grande, são 27 famílias apenas, mas nessa viagem percebemos que é a comunidade melhor estruturada fisicamente. Tem uma capela nova e um dirigente interessado em fazer uma estrutura bonita com bancos, oratório, mesa do altar e da palavra bem bonitas. Marcelino, o dirigente, é um rapaz novo e com bastante animo para construir.
Iniciamos nossas atividades por volta das 8 horas e 30 minutos e logo após a saudação o padre foi atender confissões e eu fiz uma palestra sobre as orientações de organização das capelas do interior, enfatizando as novidades de nossa paróquia nesse ano de 2009 que é a Crisma para as capelas do interior, bem como a introdução do sacrário nas capelas que tiverem condições de receber o Cristo Eucarístico.

Porém, nessa manhã, a maior graça que eu tive foi a de conhecer uma menina chamada Maria das graças, ela tem uma deficiência mental e mal consegue falar, ouve bem, mas não consegue pronunciar bem as palavras. A mãe dela veio nos procurar, pois a menina deseja fazer Primeira Eucaristia e não era bem acolhida por causa de sua deficiência. Que alegria para essa menina foi quando a mãe me apresentou a ela. Ouvinte assídua do rádio, ela já me conhecia bem, sabe quem é a Virtes, o Ray Batista e outros locutores da rádio. Para Maria das Graças cada um desses da rádio é alguém muito importante, pois faz companhia a ela nas madrugadas que passa acordada, segundo a sua mãe, ela acorda às 2 horas da manhã e liga o rádio, seu único amigo.
Frei Ronaldo autorizou a Maria das Graças de receber a Eucaristia, reconheceu sua limitação, de que ela não tem consciência do que é pecado e por isso não teria nem como se confessar, como ela deseja receber o Corpo de Cristo porque vê os outros recebendo, não seria justo impedi-la.
Com apenas 1 batismo durante a missa, de uma menina chamada Pâmela, a celebração não foi demorada. Na homilia o padre falou sobre a oração que tem poder diante de Deus, a oração do simples e sincero como foi a rainha Ester pedindo por seu povo prostrada diante do Senhor.
Terminada a celebração, preparamo-nos para o almoço que, como o café da manhã, seria comunitário.
Seguimos rio abaixo, continuamos no Mapuá, dessa vez a comunidade visitada seria Nossa Senhora das Graças, na vila Amélia.
Como sempre, fomos recebidos com festa. A capela é uma beleza, novinha, acolhedora e das mais organizadas desta visita. São 27 famílias freqüentadoras da comunidade e ali realizamos 11 batizados. Com certeza essa será uma das primeiras capelas do interior a receber o sacrário, pela sua estrutura física e pela capacidade de seus dirigentes. A pregação do dia era muito boa de fazer, exatamente porque o evangelho do dia trazia para nós o ensinamento de que devemos pedir com insistência a Deus que tudo nos será dado, pois se até nós que somos maus damos o que nossos filhos pedem quanto mais Deus que é bom dará o que nos é necessário.

Terminada a celebração, retornamos para o Santo Ezequiel Moreno, na certeza do dever cumprido. Por volta das 19horas e 30 minutos fomos jantar na casa do dirigente da comunidade, Antonio Borges.
Depois do jantar e um bom papo com os novos amigos, resolvemos dormir por ali mesmo, já que a próxima comunidade estava a mais de 1 hora de viagem e a noite estava sem luar, o que dificultaria a navegação.



Ao final da missa, Sr periquitinho agradeceu a acolhida da comunidade, Antonio, coordenador da área que abrange 6 comunidades, falou sobre a importância da visita do padre e de que a comunidade deve aproveitar ao máximo esse dia para ouvir os ensinamentos de Deus e da Igreja. Por fim, pedi que a comunidade rezasse pelos padres da paróquia ali representados por frei Ronaldo e também pelas vocações, já que sentimos a necessidade de mais padres para a Prelazia do Marajó, especialmente de mais padres marajoaras. Rezamos o ângelus e terminamos a nossa visita.






Passava das 12 horas quando chegamos ao rio Aramã e paramos em uma comunidade com o objetivo de comprar uma junta de cabeçote, já que o óleo continuava a vazar, mesmo que em pouca quantidade. Não conseguimos a junta, porém, muito atencioso, um comerciante chamado Antonio Felix providenciou silicone para nós, o que já iria resolver o nosso problema de imediato. Não ficamos por muito tempo, após adicionarmos o silicone à junta de cabeçote, seguimos viagem e veio a primeira tempestade.
18 hortas e 30 minutos do 1º domingo da quaresma, chegamos à comunidade de Santa Rita no Rio Cumaru, braço do Rio Mapuá, fomos recebidos por algumas pessoas, especialmente da liderança da comunidade, a visita propriamente dita era na segunda-feira. Entreguei 3 bíblias ao dirigente da comunidade, Paulo Roberto, para cumprir nosso compromisso de distribuir bíblias aos ribeirinhos, nessa viagem trouxemos 54 bíblias novas e mais algumas usadas, a fim de entregá-las aos nossos irmãos ribeirinhos. Realizamos às 19 horas a nossa celebração dominical com a Santa Missa presidida por Frei Ronaldo e a participação de 20 pessoas. Em seguida fomos jantar na casa de um dos comunitários, Sr Orlando, uma paca assada que havia sido preparada especialmente para nós.
Um pouco de TV com os nossos anfitriões e voltamos para o barco para o descanso, afinal, a missão estava apenas começando. Voltar para o barco é que não oi nada agradável para mim, caminhar no escuro e em um trapiche defeituoso só poderia resultar numa queda dentro d’água, dito e feito, faltando poucos metros para terminar aquele trajeto na ponte, lá fui eu para dentro do rio, péssima maneira de encerrar a noite.