quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

88 - XI REAVIVAR– Chamados à Santidade – 3º Dia

XI Reavivar
Chamados à Santidade
"Batizados no Espírito Santo
somos enviados à missão"

A terça-feira de carnaval foi de dia intensa de trabalho, começamos às 8 horas da manhã com o Santo Terço, passamos pelas pregações conduzidas pelo Ministério da RCC de Macapá que passou desde a nossa necessidade de reconhecer Jesus Crucificado como nosso redentor, pelo batismo no Espírito Santo até o envio à missão a qual cada batizado é chamado.

Desde as 9 horas da manhã, frei Ronaldo e frei Paulo atenderam confissões, muitos participantes do Reavivar foram ao Sacramento da Penitência, isso demonstra a vontade de nosso povo de estar junto de Deus e da Igreja.
Durante o dia tivemos momentos fortes, nos intervalos promovemos GOU/GOE, para que os jovens experimentassem essa forma de realizar um grupo de oração. Já temos um GOU na UFPA e pretendemos iniciar GOE em algumas escolas de Breves.


Frei Ronaldo conduziu a Adoração ao Santíssimo Sacramento, foi outro momento forte. Aqui em Breves à adoração às quintas-feiras é uma dos momentos de maior espiritualidade da paróquia, as pessoas têm o hábito de ir e tocar nos Ostensório, por isso o padre passeia com o Cristo Eucarístico pelo meio do povo, o que é sempre um momento de grande emoção.

À tarde a TV Nazaré, canal 33, passou a transmitir o evento ao vivo, proporcionando assim que muitos pudessem receber a mensagem desse chamado à santidade.


O Ministério de Artes apresentou a coreografia "Olhos no Espelho", mais uma vez encantando aos presentes como já fez em outras apresentações.
No final da tarde, todos se juntaram a criançada que permaneceu até o final do Reavivarzinho foi para o Ginásio Dom Gregório levados pelos personagens “Emilia e Visconde, do Sítio do Pica-Pau Amarelo” e foram acolhidos pelos adultos com um grande aplauso. As crianças, com máscaras dos animaizinhos que foram para a Arca de Noé fizeram essa entrada, mostrando aos pais que todos querem e podem viver um carnaval sadio e com Cristo.

Na sua homilia durante a Santa Missa, nosso pároco, frei Ronaldo, exortava o povo brevense a serem imitadores de Jesus, “se desejas ser o primeiro, seja o servo de todos”, também refletiu sobre a necessidade de sermos discípulos-missionários em cada ambiente que freqüentamos.

Terminada a Missa os Ministérios A Força da Oração e RCC de Macapá se revezaram no palco para fazer a última noite do Carnaval com Jesus.
Assim fechamos o XI REAVIVAR, para nós, missionário do Projeto Amazônia foi uma experiência nova, difícil de conduzir pela falta de recursos humanos e materiais, porém muito gratificante, pois aqueles que se doaram para o trabalho, o fizeram com o melhor dos desejos de servir a Deus.


Nossos agradecimentos a todos que contribuíram os jovens dos mais diversos grupos de Breves, o Ministério de Artes, o Ministério de Música A Força da Oração, a ONG A Cruz do Sul e especialmente a Renovação Carismática Católica do Amapá que enviou 12 discípulos para anunciar Jesus ao povo brevense, Márcio, Bruno, Zaqueu, Carmelina, Edna, Luli, Nazaré, Simone, Edson, Elton, Karina e Francinei.





segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

87 - XI REAVIVAR - Chamados à Santidade - 2º Dia


XI REaViVaR
Chamados à Santidade
Breves Marajó

Noite com Maria


Segunda-Feira, 23 de Fevereiro de 2009.

Noite com Maria, simplesmente emocionante
.


Começamos a segunda noite do Reavivar com a celebração da Santa Missa, nosso pároco Frei Ronaldo Cardoso celebrou e fez uma bela pregação e uma linda oração.

Após a Missa fizemos um terço vivo, um terço luminoso.
As pessoas foram para as arquibancadas e para as laterais da quadra, liberando para os jovens dos grupos JAR, MOJOSAM, JUBIC, COJUPI, JUB e Esperança, que foram as contas do Credo, Pai-Nosso e Ave Maria de cada um dos Mistérios Gloriosos do Rosário.

Oferecemos o terço pelo Reavivar, pelo Reavivarzinho, por todos os “rebanhões” que acontecem no Brasil, por todos que participam dos carnavais de rua, por nossas comunidades e nossas famílias.

Invocamos a presença do Espírito Santo através do Imaculado Coração de Maria cantando a música "Cenáculo de Amor". Em seguida um jovem da JAR acendeu sua vela na vela do altar, pegando a mesma luz que iluminou do sacrifício da Missa para transmitir em oração aos outros jovens. Ele desceu para a quadra onde os jovens dos grupos já estavam formados como num terço vivo e a luz ia sendo transmitida a cada Pai Nosso e Ave Maria rezado pela Santíssima Trindade e em cada um dos mistérios. A cada mistério, rezado pelos Jovens da Milícia da Imaculada, o Ministério de Música A Força da Oração conduzia um canto relativo àquele mistério.


O Terço ia sendo iluminado com suas tochas, cada mistério seguindo as cores do terço missionário, amarelo, azul, branco, vermelho e verde.
Seguimos assim até rezarmos o quinto mistério, terminado esse mistério, entrou uma moça, Nilce, vestida de Nossa Senhora, acompanhada por 10 anjos com velas acesas e o ministério de música entoava um canto de coroação, quando cantávamos “Te coroamos, ó Mãe...” uma criança coroou Nossa Senhora, nos trazendo toda emoção que Deus nos reservou para essa noite. Muitos aplausos, de tal forma que rezamos toda a “Salve Rainha” sob os aplauso da comunidade.
Fizemos o Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria, a Eloisa conduzia e a comunidade acompanhava.

Eu tinha na programação uma pequena pregação, mas era tudo tão lindo que apenas conduzi o momento final de oração. Pedi que cada jovem fosse transmissor da luz que recebeu e nesse simbolismo entregasse a sua vela a uma pessoa da arquibancada nos compromisso de repassarmos a luz que recebemos da evangelização para o nosso próximo.

Foi tudo uma grande benção.

Para finalizar a noite, o ministério A Força da Oração fez um grande Carnaval de Jesus, a festa dessa noite foi da juventude, muitos jovens ficaram festejando até as 22h30min, na expectativa da terça-feira de carnaval quando passaremos todo o dia juntos no Ginásio Dom Gregório e no Tagaste com o 1º Reavivarzinho.

Um carnaval de muitas bênçãos já está acontecendo aqui em Breves.
Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo
!







domingo, 22 de fevereiro de 2009

86 - XI REAVIVAR- Chamados à Santidade - 1º dia

Domingo, 22 de Fevereiro de 2009


XI REaViVaR
Chamados à Santidade
Breves Marajó


Domingo, 22 de fevereiro de 2009

Começamos bem!!!!!!!!!!!!!

Iniciamos esse primeiro dia de REAVIVAR 2009 com um momento de louvor com o Ministério de Música da RCC de Macapá que empolgou e aqueceu o coração e a alma de crianças, jovens e adultos presentes no Ginásio Dom Gregório.

Frei Ronaldo saudou os presentes e os acolheu. Em seguida, Dom José Luis Azcona, nos amado Bispo, nos deu palavras de motivação para esses dias de retiro, convidando o povo a deixar que Cristo REAVIVE em nós o fogo do Espírito Santo, pois o Marajó precisa de missionários que saiam daqui para anunciar a Palavra de Deus.

Em seguida continuamos com o louvor e consagramos todo o evento a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a familia do nosso amigo Nonato trouxe a imagem para o palco, representando toda a familia brevense. Rezamos e nos consagramos, na certeza de que ela intercede por nós junto a Seu Filho Jesus.

Às 20 horas iniciamos a Santa Missa, celebrada por Frei Paulo José que, muito inspirado, motivou a participação no REAVIVAR.Terminada a Missa continuamos com o louvor e até as 23 horas foi festa do mais puro CARNAVAL COM JESUS.

Amanhã a festa continua, é nossa Noite com Maria com a participação de toda a juventude católica brevense.






quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

85 - PROJETO CRIANÇA FELIZ - Partilha

PROJETO CRIANÇA FELIZ

Partilha dos voluntários, comunidade São José Operário


Compartilhando, crescendo e aprendendo... essas são as três certezas que nos levam a continuar a caminhada dentro do voluntariado. Não apenas as crianças aproveitam do momento em que se reúnem na comunidade São José Operário, mas também nós, voluntários, nos divertimos, crescemos, aprendemos e compartilhamos tudo de nós com as crianças.

Trago hoje depoimentos de alguns voluntários que estão trabalhando nesse projeto conosco:


“Sempre pedi a Deus para poder fazer mais pelas pessoas, e hoje eu tenho a oportunidade de ajudar muito, principalmente as crianças, que são o maior amor de Deus. Sinto que a cada criança que faço sorrir, Deus está sorrindo para mim. Sou voluntária e amo o que faço, e a cada dia que passa quero fazer mais. É como se Deus enchesse meu coração de amor e alegria e mandasse distribuir às crianças. Sou voluntária e serei até Deus permitir.” Tatiane Gama dos Santos, 20 anos.


“Eu, voluntária, me sinto como um raio de esperança para muitas crianças, pois para algumas delas, o Projeto Criança Feliz é um refúgio no qual elas buscam amor, carinho, alegria, o que elas não encontram em sua família e passam a viver como criança. Faz pouco tempo que sou voluntária, mas posso dizer que nesse tempo aprendi muitas coisas, pois sou jovem e tirei parte do meu tempo para ser voluntária que é algo que me faz feliz. Portanto, para mim, ser voluntária é compartilhar os sentimentos agradáveis e preciosos que Deus um dia nos deu, como: amor, felicidade, sabedoria, alegria, conhecimento, humildade e outros.” Rayla, 18 anos.


“Ser voluntário não é doar um pouco do tempo que está sobrando, mas sim compartilhar o nosso tempo com a comunidade. É fazer parte do projeto de Deus compartilhando a nossa alegria e sempre colhendo paz, amor e muita felicidade. Então vamos compartilhar o que temos de melhor com o nosso próximo. Não vamos ficar em casa tristes, vamos ser voluntários e mudar a nossa vida.

Agora eu digo, ser voluntário é se completar por dentro e sentir-se mais firme consigo mesmo, é ensinar e aprender muito.

A minha mensagem para você é essa: QUER SER FELIZ? SEJA VOLUNTÁRIO!”

Cleidison do Nascimento, 19 anos.


“Ser voluntário para mim está sendo muito bom, porque antes de eu ser voluntário eu não era muito paciente com as pessoas, qualquer coisinha eu já iria discutir e brigar, agora o meu jeito de ser e de agir está melhorando muito. Depois que eu comecei a conviver com as crianças da comunidade São José, eu comecei a ficar mais paciente.

Quando a minha irmã e o meu irmão começaram a ser voluntários da Igreja São José, eu percebi que o modo como eles estavam tratando as pessoas estava melhorando e, como eu estava me afastando da Igreja, eu resolvi ser um voluntário para que eu não me afaste da Igreja nunca mais! Amém!” Darlison Lima Leitão, 18 anos.


Estamos trabalhando hoje com 15 voluntários, que fazem parte da própria comunidade São José Operário. Na foto, estão quase todos os voluntários.

No último sábado, dia 14/02, as atividades com as crianças levaram a reflexões que falam do Amor de Deus. Envolvidos em brincadeiras, leituras da Bíblia, uma televisão feita pelos voluntários, as crianças puderam reconhecer o Amor de Deus em diversos momentos.

crianças na hora do lanche


Rezemos sempre por essas crianças e por todos os voluntários!

Olhemos para Cristo, o crucificado!

Abraços,

Eloisa

Missionária do Projeto Amazônia

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

84 - Partilha da Eliriane sobre a participação no FSM 2009


Projeto Amazônia - FORUM SOCIAL MUNDIAL
MEMÓRIA DA PARTICIPAÇÃO NO FORUM SOCIAL MUNDIAL


Período:
25 a 31 de janeiro de 2008.


Objetivo:

Explicitar as atividades desenvolvidas com os jovens do Ministério de Artes do município de Breves/PA durante o Fórum Social Mundial quanto a sua preparação e apresentação do Projeto Amazônia.

Participantes:

- Rondônia: Eliriane dos Anjos da Silva Albuquerque, Jakeline Cordeiro e Marcelo Barroso;

- Pará/Belém: Sr. Manoel de Oliveira (Totó), Simone, Jose, Angelina, Amália, Bruno, Júnior, Jojoca.

- Breves: Adriana, Daniele, Rafael, Marcos, Nilcimar, Jailson, Aline, Santana, Elton, Dhessyca, Julielton, Elionay, Rodrigo.
______________________________________________________________________
1. Breve descrição dos jovens:

Todos são jovens que têm um potencial de missão extraordinário. São humildes, obedientes e participaram de todos os momentos, especialmente das missas, intensamente, até mesmo quando muito cansados. No último dia, apenas uma pessoa presente no Seminário não conseguiu ir à missa.

Os meninos que realmente são do Ministério de Artes me chamaram a atenção para o respeito com as suas irmãs, tratando-as com amor, carinho sem malícia.

a. Adriana: é a coordenadora. Tem a liderança e o respeito dos demais irmãos. Sabe discernir os momentos em que pode deixar o grupo mais a vontade e aqueles em que deve chamar à responsabilidade. Sua expressividade nas coreografias é realmente para louvar a Deus.

b. Aline: tranqüila, calma, organizada, determinada e muito observadora.
c. Daniele: tem muita expressividade nas coreografias e é boa ouvinte. Fala pouco e precisa de um pouco de incentivo para melhor se expressar oralmente.

d. Elionay: Não faz parte do Ministério de Artes. Ajudou na sonoplastia. É muito comunicativa e gosta de sugerir. Indicamos a ela que procure a RCC na cidade onde reside atualmente, Macapá.

e. Elton: Também não faz parte do Ministério de Artes. Tem larga experiência com coreografias e teatro. É uma ovelha a ser trazida para o rebanho. Penso que seja quem mais cresceu com a convivência no grupo, a participação nas missas e nos momentos de oração.

f. Jailson: tímido e muito respeitador com relação às meninas. Sabe ouvir e dar sugestões.
g. Jéssica: é bem expressiva em tudo o que faz e também sabe se comunicar para expressar suas idéias.



h. Julielton: é o mais expressivo no grupo masculino das coreografias. É muito religioso e fez adorações algumas vezes sozinho na capela. Tem grande potencial de missionário.

i. Marcos: é muito sensível e gosta de expressar suas idéias, impressões de maneira oral. Também é um líder em potencial.

j. Nilce: sua expressividade nas coreografias chama bastante a atenção. Também é uma líder. Gosta de expressar suas opiniões, participar das decisões respeitando as decisões coletivas e idéias diferentes às suas. O talento de sua voz também é algo colocado a serviço de Deus. Certamente, será uma das locutoras da Rádio comprada.

l. Rafael: muito tímido mas participativo. Precisa de trabalho específico para libertar-se do medo de se expressar usando o corpo dançando, cantando.

m. Rodrigo: não posso expressar uma idéia detalhada sobre ele porque ficou conosco apenas uma noite e o dia da apresentação. Percebi, porém, que exerce liderança no grupo e o fato de não ter ficado conosco no Seminário acarretou uma certa insegurança nos ensaios pelo vácuo deixado nas coreografias.

n. Santana: muito tímida, mas consegue expressar-se oralmente. Precisa de um trabalho específico, assim como com Rafael, para libertar a expressividade de seu corpo nas coreografias, especialmente em relação ao seu olhar que muitas vezes não está concentrado no tema, na música.

2. Avaliação da organização e da apresentação:

Falas que merecem destaque:

- Adriana: “Não somos um grupo de dança qualquer. Somos um grupo de dança de Deus!!”.

- Julielton: “Fomos muito bem acolhidos, nos colocaram num lugar com boa estrutura. A responsabilidade dos membros do Ministério de Artes de Breves quis responder ao que Deus chamava. Isso aumentou diante da acolhida e da estrutura oferecida em Marituba e Belém ao nós!”

2.1 Aspectos positivos:

- humildade, harmonia, responsabilidade, dedicação, empenho máximo dos jovens do Ministério de Artes;

- acolhida em Belém pelos membros da RCC e do MUR;

- importância do pessoal de apoio na hora da apresentação: Simone ajudou na troca de figurinos e sua presença foi determinante para animar o grupo a partir da primeira apresentação. Isso exigiu dela a humildade de servir “nos bastidores”;

- a apresentação e as coreografias em si conseguiram sensibilizar o público para o tema (Projeto Amazônia: missão Marajó);

- embora não tenha sido possível ensaiar bastante antes da chegada em Belém, lá foi mais intenso quando todos nós passamos a nos consagrar a Deus e nos conscientizarmos que estávamos em missão em Seu nome.

2.2 Aspectos a melhorar:

- sincronização dos passos das coreografias;

- faltaram alguns detalhes de palco e sonoplastia (música na hora certa, ter um CD ou pen drive de reserva, troca de figurinos em momentos certos e mais rapidamente, organização dos adereços por ordem de apresentação e em local determinado para agilizar as trocas) que podem ser sanados com algumas oficinas de teatro. João Júnior havia se disponibilizado de retornar a Breves e ministrar outras oficinas para ajudar a aperfeiçoar as performances;

- falta ainda um pouco de expressividade facial de dois membros já indicados em avaliações diretas com eles. Isso também podem ser melhor aperfeiçoado com oficinas;

- aspectos que interferiram na apresentação: espaço restrito para os movimentos, falta de espaço adequado para troca dos figurinos, dificuldade para localização no espaço pela troca de palco e falta de ensaio no local específico da apresentação;

- criar um grupo de apoio às apresentações nos bastidores: sonoplastia, figurino, cenário, maquiagem etc.;

- alguns membros do Ministério de Artes precisam imbuir-se do sentimento de grupo, de que a apresentação é coletiva e não individual;

- cabe aos membros ativos do Ministério de Artes atraírem os jovens que participam esporadicamente das coreografias e outros que podem ser evangelizados;

- houve dificuldade de comunicação entre os missionários para a organização em diferentes momentos antes da chegada dos jovens a Belém e antes da apresentação. Os missionários de Belém que nos acolheram somente foram informados da apresentação do Projeto no FSM uma semana antes do evento e, mesmo um de seus membros tendo participado de uma das reuniões de dezembro, os demais não tinham a programação proposta;

- não houve divulgação na grande mídia antes da participação no evento pelo fato dos missionários não terem sido comunicados com antecedência.
Alguns dos missionários de Belém relataram que se sentiram esquecidos antes do evento por não terem participado das decisões, mas especialmente por não terem sido informados sobre a apresentação.
Eu cheguei à conclusão de esse sentimento que muitas vezes também me tomou por falta de comunicação, é muito freqüente nos próprios missionários que residem em Breves. Eles estão distantes geograficamente de nós e têm que lutar com a sua fé para poderem continuar a missão. Falta muitos materiais de apoio, mas falta também um pouco mais de nós, de cada um que faz parte da executiva, do MUR, da RCC, da Igreja Católica. Não podemos deixar que esses missionários desanimem e se sintam enfraquecidos, pois a luta é árdua e exige muito de cada que está a frente dela.
É um trabalho perigoso, delicado e de muita doação!

3. Encaminhamentos e sugestões:

1. A lista assinada de pessoas que querem conhecer e apoiar o projeto deve ser ou incluída numa lista de discussão do PA se já existir ou ser criada outra forma para os manter informados como potenciais divulgadores e apoiadores (até financeiros) do projeto.

2. Divulgar mais o potencial do Ministério de Artes de Breves em outros eventos fora do município para somar isso aos esforços de atrair outros jovens para o Projeto.

3. É necessário definir um plano de ação urgente e avaliar o projeto escrito para delinear atividades e estratégias a fim de criar uma estrutura de apoio melhor para os missionários: computador com internet, veículo (carro e lancha), pessoas que possam ministrar oficinas de artes, geração de renda etc.

4. Penso (perdoem-me) que os papéis precisam ser melhor definidos dentro da executiva e do grupo de missionários porque algumas decisões demoram muito tempo para serem tomadas. Exemplo: minha passagem foi comprada muito próximo da data e o preço estava o dobro do que foi cotado quinze dias antes. Além disso, quase não conseguíamos comprá-la por falta de vaga.

5. O planejamento de atividades e ações é fundamental. O Espírito Santo age. Não temos dúvida disso. Todavia, precisamos fazer nossa parte, aquilo que nos cabe.

6. Alguém da coordenação precisa solicitar à ONG Raízes e Movimentos que filmou a última coreografia a filmagem em DVD do documentário ou a filmagem master: marcelaalice@gmail.com – Fone: 21-9384-9450.

4. Descrição das atividades:

Cheguei em Belém dia 25 de janeiro e fui recebida por Jakeline Cordeiro (Rondônia) que já estava lá encaminhando algumas situações há alguns dias. Junto com Jake estava Jojoca, Jose e Simone, a qual nos acolheu em sua residência após participarmos de missa na Igreja de Santa Rita de Cássia, em Ananindeua (município próximo a Belém).

Na segunda-feira pela manhã (26 de janeiro), Simone entrou em contato com várias pessoas que trabalham com van e microonibus para fazermos cotação. Porém não contratamos qualquer um deles por acharmos o valor muito alto (entre 250 e 400 reais).
Jake e eu fomos à UFRA realizar as inscrições no FSM de quem faltava e tentar falar com a coordenação do evento sobre o local de apresentação do Projeto, haja vista a Jake já tê-lo visitado e verificado que suas dimensões não eram adequadas para as coreografias e as discussões que estavam em pauta. Andamos durante o dia inteiro nos campus da UFRA e UFPA e não conseguimos encontrar a pessoa responsável para efetivarmos a mudança de sala.
Na residência de Simone, o Sr. Totó nos encontrou e fez novos telefonemas para alguns responsáveis dos veículos já contactados pela manhã. Jake e eu decidimos, então, contratar a van mais barata, apesar de ainda com valor alto (R$ 250,00 – duzentos e cinco reais) e viável por ser de propriedade de uma senhora que reside próximo ao Seminário.
Após deixarmos as dezenas de bolsas do evento e nossa bagagem num táxi contratado por Jose, fomos ao supermercado fazer compras de alimentação para levar ao Seminário da Prelazia de Marajó, Nossa Senhora Mãe da Igreja, localizado no município de Marituba, aproximadamente 30Km de Belém.
Jake e eu pernoitamos no Seminário e no dia seguinte (27 de janeiro), após conversarmos com a senhora responsável pela alimentação no local, tomamos o microônibus contratado, apanhamos o Sr. Totó e fomos receber os doze jovens que foram representar Breves no FSM. Foi aí que descobrimos que as crianças tão bem mencionadas por Beto não eram tão crianças e sim adolescentes e jovens crescidinhos. Com o passar dos dias descobrimos mais: que seus corações eram de crianças, crianças de Deus, com a sensibilidade, o amor e a unidade divina presentes no grupo, e com a responsabilidade de adultos na fé.

Após as saudações iniciais, entramos no veículo e oramos consagrando a cidade, o evento e especialmente a estada e a participação do Projeto no Fórum. Aliás, o que mais fizemos foi o que Jake e eu já costumamos fazer nessas situações, que é orar consagrando tudo o que fazemos ao Senhor, entregando a Ele as dificuldades, os encaminhamentos e as necessidades, agradecendo sempre o que Ele nos dá e nos mostra.
Ao chegarmos no Seminário, oramos consagrando o ambiente (Jake e eu já o tínhamos feito antes mas foi bom fazer com que os jovens vissem o lugar como espaço de Deus) mostrando suas dependências e organização. Falamos sobre a capela onde seriam celebradas as missas e que ficaria aberta ininterruptamente para quem quisesse orar a qualquer hora.

Como o grupo tinha enfrentado 14 horas de barco para chegar a Belém, após o almoço quase todos foram descansar. Após um lanche, fizeram uma rápida apresentação entre nós (Jake, eu, Bruno, Júlio, Gleice e os jovens) e o primeiro ensaio para avaliarmos as performances, embora ainda com uma coreografia incompleta. Logo em seguida, participamos da missa como boas-vindas, jantamos e o grupo fez novos ensaios com novas sugestões, sempre mostrando humildade em ouvir e discernir sobre quais sugestões aceitar. Até mesmo os dois Padres presentes no local (o Reitor do Seminário, Padre Manoel, e um Frei visitante) colocaram suas sugestões.

Nessa noite tivemos a visita de Simone, Jose, Angelina, Amália, Bruno e Júnior. Aproveitamos para fazer uma reunião a fim de fazermos os encaminhamentos necessários para a estrutura da apresentação, discutindo a pauta proposta por mim. Todo o equipamento de som, a bandeira e uma faixa do MUR foram solicitadas, bem como uma divulgação maior nos meios de comunicação de massa, pois as pessoas ligadas a RCC de alguma forma já sabiam, inclusive em Santarém, cidade paraense onde passei o mês de janeiro com minha família. Antes de eu ir divulgar nesta cidade, as lideranças já sabiam que o Projeto Amazônia teria uma apresentação. Mas nosso alvo não eram os “nossos” e sim aqueles que passariam pelo FSM.
Após a reunião fizemos um momento de oração intensa com os jovens.
No dias que se seguiram tivemos a graça de participarmos da missa todas as manhãs, tendo o Corpo de Cristo como nosso primeiro alimento diário, já que íamos à missa em jejum. Foram inúmeros ensaios, autocríticas e muito esforço, dedicação e empenho dos jovens. As coreografias eram presenciadas por pessoas diferentes e por Jake e eu, que sempre ficávamos emocionadas com as letras das músicas escolhidas e a performance do Ministério. Nos inícios e encerramentos de cada sessão de ensaio sempre tínhamos a oração para consagrarmos e agradecermos o que Deus nos providenciara e ainda providenciaria para a glorificação de Seu nome entre nós e para aqueles que presenciariam nossa apresentação na UFPA.

O interessante é que nos momentos de oração com os jovens antes ou após os ensaios as pessoas da RCC que visitavam o Seminário e oravam conosco confirmavam o que nós havíamos falado no primeiro momento com eles, já repetindo também o que os missionários no Marajó (Beto, Eloísa, Virtes) e o Frei Ronaldo (orientador espiritual do grupo) sempre conversam com eles: que seus corpos na dança e em qualquer manifestação artística que possam organizar e realizar, são instrumentos para a Glória de Deus, para o Louvor ao Nosso Senhor e templos do Espírito Santo. Isso tornou as coreografias ainda mais lindas: o que chamava a atenção na apresentação não eram os belos corpos e sim a sincronia e a mensagem estampadas nos movimentos e nas faces.
Na quarta-feira, dia 28 de janeiro, véspera da apresentação, levamos os jovens para a UFRA onde precisávamos encontrar o Bispo do Marajó D. Azcona para confirmarmos sua presença em nossa apresentação. Ele estava participando de uma discussão na tenda temática da Irmã Dorothy. Essa foi a única apresentação além da nossa que conseguimos participar. Ao final de sua apresentação fui até ele com Jake e Marcelo (que havia chegado poucas horas antes em Belém e já estava na “ativa”) e fiquei um pouco apreensiva quando ele afirmou que tentaria ir falar no dia seguinte em nossa programação mas não teria como confirmar realmente porque o horário chocava com outra atividade em que ele participaria. Entreguei a programação escrita nas mãos dele e deixei o número de telefone da Jake para Ele nos confirmar sua presença.

Fomos para a UFPA e os jovens puderam nos confirmar que a sala reserva para a apresentação não comportaria nem mesmo uma mesa de discussão. Todos ficamos atordoados e não conseguimos decidir o que fazer. Como um dos jovens (Rafael) tinha se perdido ao entrarmos no microônibus sob forte chuva na saída da UFRA, tivemos que voltar para onde Angelina e Rodrigo (de Breves) tido ido tentar encontrá-lo. Por essa razão enfrentamos aproximadamente duas horas de engarrafamento entre as duas universidades. Aproveitei para solicitar que rezássemos mais uma vez o terço (rezado em cada saída do ônibus) clamando a Deus que nos mostrasse o que deveríamos fazer em nossa apresentação, onde a realizaríamos e como faríamos para chamar a atenção das pessoas para o projeto que antes de ser nosso, era DELE.

Os jovens chegaram e foram aos ensaios, pois um deles não ficou com o grupo no Seminário. Estava no acampamento da juventude na UFRA e isso exigiu que a coreografia fosse passada a ele com as alterações feitas nos últimos dias.
Fui a capela clamei a Deus que nos orientasse e tomasse tudo em suas mãos, que tirasse de nós o medo de decepcionar aqueles jovens que viajaram de tão longe e mostraram tanta dedicação e empenho. Também pedi perdão a Ele pelo pouco que fiz por limitações de comunicação, dos problemas de minha família que me impediram de ir a Belém mais cedo, pela timidez que me impede algumas vezes de falar na mídia no Nome Dele. Enfim, por não ter me colocado mais a Seu serviço nos dias anteriores, pelo mal estar que senti ao deixar minha família doente em Santarém. Pedi perdão até mesmo se fiz a inscrição e toda animação para a participação no FSM entendendo de maneira equivocada alguma palavra que Ele nos deu antes e durante o evento.
Nessa noite, os jovens (agora em número de treze) foram dormir mais ou menos uma hora da manhã organizando os materiais, adereços e figurinos da apresentação.
Na manhã seguinte, já durante a missa Deus nos confirmou que iríamos lá como cordeiros em cova de leões mas que não deveríamos desanimar porque Ele estava conosco. Isso nos recobrou as forças, porque também os jovens ao verem os milhões de pessoas no evento no dia anterior tinha percebido a dimensão do evento no qual nós os tínhamos envolvido.
Fomos para a UFPA em oração e enfrentamos aproximadamente três horas de trânsito. Falei para eles o que tinha pensado como nova proposta de apresentação: a seqüência das coreografias e o plano B que seria colocado em ação caso o D. Azcona não pudesse chegar a tempo de falar.

Logo depois que chegamos a UFPA, o João Júnior (agostiniano) e o Frei Ronaldo chegaram para nos ajudar. Júnior conseguiu maquiar em tempo recorde o grupo para a primeira coreografia. Conversei com Frei Ronaldo e Raimundo Lobato (morador de Breves e que estava no FSM enviado por um sindicato, porém estava participando mais das atividades da igreja) para explicarem o contexto do Arquipélago de Marajó e do município de Breves se D. Azcona não pudesse comparecer.

Esperamos o Bispo e atrasamos o início em aproximadamente 40 minutos. Com todo o equipamento ligado e o grupo pronto para se apresentar, eu iniciei falando do que se tratava a nossa apresentação e a razão de estarmos realizando-a naquele pátio: na inscrição havíamos solicitado um espaço de, no mínimo, 150 metros quadrados e um palco. Como não nos responderam via e-mail e não pudemos encontrar a coordenação estávamos tomando posse daquele espaço porque estávamos num evento que tinha como uma de suas diretrizes a democracia. Enquanto eu fazia uma rápida explicação da nossa programação D. Azcona chegou para nosso alívio. Todos o receberam com aplausos e chamamos a primeira coreografia. Nesse momento não tive como conter as lágrimas por ver mais uma vez que Deus tinha providenciado um local para a Glorificação de seu nome com uma estrutura que me lembrou sua chegada em carne ao mundo. Muitos o esperavam chegar como um rei terreno, mas Ele quis que seu Filho Jesus nascesse em um estábulo, em um lugar humilde para se aproximar dos humildes que realmente precisavam Dele. Além disso, lembrei as vezes que nos GOUs procuramos o melhor lugar para nossos encontros e pregações e geralmente o lugar que nos sobra é um corredor, um pátio movimentado ou qualquer outro que não nos atrai muito.

Ficamos num pátio do bloco M do Prédio Profissional da UFPA. É um lugar em que as pessoas transitam para chegar aos diversos outros blocos e salas. Então, Deus alcançou um público que variou entre 100 e 200 pessoas, das quais 50 assinaram uma lista que passamos solicitando apoio. Eram angolanos, mocambiquenhos, ingleses, horlandeses, franceses, latinos e muitos brasileiros.
A programação contou com três coreografias: uma de abertura (Anjos das ruas, que mostrou a realidade das pessoas abandonadas física e espiritualmente em várias dimensões da vida), a segunda (Olhos no Espelho, que retrata a batalha espiritual, especialmente dos jovens, entre os prazeres do mundo, a solidão, a tristeza que isso traz, e a felicidade verdadeira de viver na companhia de Deus) e a terceira (Encantos Paraenses, na qual o grupo miscigenou a cultura paraense, a marajoara, o papel da igreja católica e alegria de ser católico em meio a tantos desafios, problemas, dificuldades e injustiças no Marajó e em Breves). Aquelas “crianças” pareciam profissionais bailarinos e em todas as apresentações o público que transitava ali parava estupefato com tanta energia e com mensagens tão profundas.

Após a primeira coreografia, apresentei D. Azcona como bispo e defensor da justiça em Marajó, fato pelo qual está sofrendo represálias e ameaças de morte. Ele falou de características gerais do Arquipélago, da exploração sexual infantil, do tráfico de crianças e mulheres. Todos os crimes estão interligados e são coordenados por um grupo organizado que leva as crianças e mulheres até Belém, depois Macapá (capital do Amapá), Guiana Francesa, Suriname e europa. Além de D. Azcona há 02 padres e aproximadamente 200 leigos paraenses ameaçados de morte de motivos correlacionados.
Seguiu-se a segunda coreografia e depois dela a fala de Raimundo Lobato que contou como é viver em Breves enfrentando desemprego, altos índices de corrupção na administração pública, desvios de verbas que deveriam ser empregadas em benefício da população, falta de perspectivas dos jovens no tocante à educação, emprego, renda, espiritualidade.
Logo em seguida chamei Angelina que falou especificamente do Projeto Amazônia. Quando seu nome foi apontado para falar sobre o Projeto na terça feira anterior ela disse que não conseguiria. Então, como nosso horário já estava avançando, o D. Azcona tinha falado por quase uma hora e não queríamos cansar muito o público foi dado ao Lobato e a ela 05 minutos com tolerância de 10. Ela se empolgou tanto e falou como uma pregadora experiente durante aproximadamente meia hora. Ela somente contou como iniciou a prostituição infantil, cujos detalhes nos contou seu pai, o Sr. Totó no dia posterior, como conclamou os presentes a serem voluntários no Projeto, a participarem de outras atividades católicas em apoio às populações mais necessitadas e “até” a verem o que Espírito Santo podia operar em suas vidas!! Todos dos bastidores ficamos surpresos com a coragem dela ao falar. Isso realmente foi obra de Deus. Penso que Ele colocou palavras em sua boca que ela, por si mesma, não teria coragem de proclamar.

Após sua fala chamamos a última coreografia (Encantos Paraenses) agradecendo a presença de todos e solicitando desculpas às salas que estavam com outras atividades e foram interrompidas ou sofreram interferência por nosso som. Como houve a providência de Deus para prolongar o tempo da música da coreografia, sugeri antes ao Ministério que após os “passos” ensaiados eles convidassem as pessoas para dançar com eles, envolvendo de maneira mais direta os presentes. Foi um grande show com direito a várias reprises.
Quando o grupo já estava trocando o figurino para encerrarmos com a bênção de D. Azcona, dois representantes da ONG Raízes e Movimentos (Rio de Janeiro) que estavam gravando um documentário solicitaram-me uma nova apresentação do grupo para ser filmada, pois tinham chegado no final. O Ministério se preparou e foi filmado chamando novamente público.
No final da fala de D. Azcona que havia dito que ficaria para responder questões no final da programação, mas quando viu a primeira coreografia ficou estupefato e ao encerrar a programação afirmou que não tinha mais nada a falar porque as coreografias já diziam tudo, expressavam o que as palavras não conseguiriam.
Concluímos tudo com uma oração, tendo o Bispo D. Azcona dando-nos a bênção solene. Na saída fizemos um GOU em pleno movimento de passeatas e pessoas que, apesar das várias manifestações diferentes no evento, ainda puderam se surpreender conosco. Algumas até pararam para participar. Agradecemos muito a Deus e nos reabastecemos de fé.

Não almoçamos, mas fomos lanchar na casa de uma irmã do Sr. Totó que, juntamente, com a esposa dele nos prepararam também o almoço no dia posterior.

À noite fizemos a avaliação dos preparativos e da apresentação. Estavam presentes: Jake, Marcelo, Eliriane, Angelina, Simone, Jose e 10 dos jovens de Breves (Adriana, Daniele, Rafael, Marcos, Nilcimar, Jailson, Aline, Santana, Dhessyca, Julielton, Elionay). Os pontos avaliados e os comentários foram colocados no item 2.

No último dia, sexta-feira 30 de janeiro, levamos os jovens para conhecer a Basílica de Nazaré e o Museu Emilio Goeldi do centro. Depois visitamos alguns estandes da UFPA e finalmente almoçamos novamente na residência da irmã do Sr. Totó. Foram momentos de descontração e relaxamento. Antes do almoço recebemos a notícia da doação de 160 mil reais para a compra da Rádio em Breves, o que encheu a todos nós de muita emoção e agradecimento a Deus por Ele ser tão fiel e responder tão rapidamente às nossas súplicas e necessidades. Oramos agradecendo tamanho amor por nós, apesar de todas as nossas falhas.
Após o almoço, o Sr. Totó nos contou em detalhes toda a sua história de vida para compreender também a história de Breves, assim como para os jovens do Ministério de Artes compreenderem a missão colocada em suas mãos.



Os jovens embarcaram à noite, acompanhados de Jake e Marcelo.

Eu viajei para Porto Velho no domingo.

Eliriane dos Anjos (69-8404-1917)
Mestra em Educação/ UFSC

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

83 - Levanta-te!!!


Sábado e domingo, dias 7 e 8 de Fevereiro, realizamos o nosso primeiro retiro para jovens da RCC, denominado "LEVANTA-TE!". Foi no sitio Maria Rafols, pertencente as Irmãs da Caridade de Santana.
Foram cerca de 45 jovens participantes, a nossa proposta era para 60 jovens, mas alguns faltaram por motivos pessoais ou simplesmente não justificaram a ausência.

Uma diferença que senti aqui em relação a outras cidades que eu já estive pregando ou organizando eventos com jovens foi a pouca resistência deles as as dinâmicas do evento. Nenhuma resistência, tudo que propunhamos era facilmente acolhido, isso facilita a interação e nos dá confiança de prosseguir.
Sábado, apesar da grande chuva, a grande maioria cumpriu o horário e começamos no horário combinado, 13 horas, após um inicio com oração pedindo a presença do Espírito Santo como condutor do retiro e de Nossa Senhora como nossa maior intercessora, iniciamos com uma pregação feita por Eloisa sobre o Amor do Pai.

Depois passamos pelo pecado e reconciliação, apresentamos Jesus Salvador, e tudo o que requer um bom encontro kerigmático da RCC.

Em paralelo, tivemos a presença do Padre José Otávio atendendo as confissões e presidindo as celebrações. Ele é promotor vocacional da Prelazia do Marajó e nosso grande amigo, padre jovem, acolhedor, excelente formador. Muitos confessaram com ele e sentiram também como ele é um bom conselheiro.

Por volta das 19 horas tivemos nossa missa, e ela foi celebrada de forma explicativa, passando pó cada parte litúrgica e comentada pelo padre. Excelente isso, pois abre mais um canal de participação dos jovens na liturgia, o entendimento do que é a liturgia e porque celebrar.

À noite tivemos um momento mariano muito profundo, onde cada jovem teve a chance de abraçar Nossa Senhora e ter um encontro pessoal com a mãe.

Por falar em abraços, esse foi o encontro dos abraços.

Desde a primeira pregação onde a Eloisa falou do Abraço do Pai que ama, passando pelo abraço ao Crucificado que foi uma das dinâmicas que a Virtes propôs, chegando a noite com o abraço de Maria.

Mas não parou por ai, no domingo pela manhã tínhamos um momento de cura interior e a proposta era voltar a nossa infância e adolescência para curar os traumas das perdas e desencontros familiares. Não parecia que ia fluir muito, as coisas da infância não viam a tona, mas no meu coração batia forte os problemas da adolescência em cada um, a solidão das paixões dos adolescentes, o desabrochar da sexualidade, os problemas da afetividade mal resolvidos, a puberdade vista de uma maneira suja por falta de orientação. No momento certo fomos falando disso e muita coisa foi revelada.
Porém, o grande momento dessa manhã foi a reconciliação dos jovens com os seus entes queridos, especialmente com o pai.

Como é grande e grave aqui esse problema de relacionamento com o pai, muitos foram abandonados pelo pai ainda na infância ou adolescência, muitos sequer conhecem seus pais. Outro grave problema é o alcoolismo que sempre traz uma carga de raiva nos filhos, de vergonha e de frustração por ter um pai bêbado.
Como fiz a figura do pai, pude receber muitos abraços de pedido de perdão e de oferta de perdão. Também abraços de saudades daqueles filhos que não se conformam com a distancia e o abandono. Muitas lágrimas, porém, em sua maioria, lágrimas de cura da alma.

Não me lembro de algum encontro de jovens que tenha organizado em Vitória que trouxesse tantos problemas de relacionamentos com o pai a tona.
Em paralelo, muitos se dirigiam para abraçar a mãe, representada por dona Santa, a irmã, namorada ou amiga, representada pela Eloisa ou ainda o irmão, namorado, amigo, representado pelo João marciano. Muitas curas aconteceram naquela capela.

As ultimas resistências foram quebradas no Batismo do Espírito santo, eram poucos, mas haviam, e ali caíram por terra.

Finalizamos nosso retiro com uma pregação de Pedro, seminarista de Breves, sobre a Vida em Comunidade inspirada no Espírito Santo e por fim uma missa que fechou com chave de ouro o retiro. Almoçamos no local e após arrumar todo o ambiente com a ajuda dos jovens, voltamos para casa, na certeza do dever cumprido de anunciar O Cristo Crucificado aos jovens e promover um Novo Pentecostes, como nos pede Dom Azcona.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

82 - Formação para voluntários das ONGS Haren Alde e Cruz do Sul.

Formação para voluntários das ONGS Haren Alde e Cruz do Sul.

Nos dias 28, 29 e 30 de Janeiro, realizamos na sede da Cru do Sul aqui em Breves uma formação para voluntários das duas ONGs atuantes na Cidade de Breves e ligadas a Igreja Católica. Cruz do Sul e Haren Alde (agostiniana).
Já há tempos a Mara me pedia para dar formação para a Cruz do Sul, pois sentia que falta qualificação em seu voluntariado.

Fiz a seguinte proposta para um calendário anula, No inicio do ano fazer uma formação para voluntários, tocando nos assuntos relativos ao trabalho especifico deles, passando dos diretos aos deveres, da motivação para a caridade até a legislação que rege o voluntariado. Depois teríamos um retiro espiritual de meio dia, num sitio, para uma melhor entrada nas atividades do ano de 2009.
Deixamos para o final do semestre uma avaliação do período e nos propusemos a fazer as mesmas atividades no segundo semestre.

Assim foi feito, durante três dias apresentei tudo aquilo que havíamos combinado além de alguns vídeos motivacionais. Também criamos uma dinâmica permanente durante os dias do evento, como exercício para o dia, de seguir uma palavra proposta para o dia, entre elas estavam, caridade, obediência, humildade, perdão, entre outras. Foi um bom exercício, a maioria sofreu para cumprir sua obrigação, inclusive eu que um dia peguei tolerância e no outro, obediência. Mas Deus cuidou de que isso fosse possível em mim.

Também assumimos uma palavra como compromisso do ano, para sermos promotores, e cada um escolheu a sua, alguns promoverão a paz, a caridade, o amor, a harmonia durante o ano, isso parece ter dado uma motivação, pois cada um escreveu seu termo de compromisso com Deus, os irmão e a comunidade com muita alegria.

A parte pratica da formação é mais complicada, a maioria das pessoas não esta preparada para ser voluntário, vem por algum impulso e não necessariamente movidos pelo amor ou pela compaixão, por vezes vem para fazer parte de um grupo ou até pata ter certo status social. Por isso algumas reflexões acabam sendo duras para eles, já que o serviço do voluntariado requer outras motivações. Mesmo assim, creio que a grande maioria compreendeu a mensagem ou no mínimo se dispôs a evoluir dentro do voluntariado.

No domingo, dia 1 de fevereiro, as meninas pregaram o retiro, eu não fui lá, estava em São José Operário acompanhado de nosso amigos Marcelo e Jakeline de Rondônia que chegaram para nos visitar na missão. Como no Fórum Social Mundial, eu vivo a minha missão “MOISÉS”, caminho no deserto com o povo de Deus, mas não entro na Terra Prometida. Nosso papel é esse na missão, formar pessoas, formar comunidade e depois permitir que elas caminhem com outros.
Daquilo que sei, o retiro foi uma bênção, especialmente porque lá puderam experimentar o verdadeiro sentido da caridade, do serviço, imitando a Cristo em seu sublime gesto de lavar os pés dos seus discípulos.

Fico feliz pelo resultado da formação e do retiro, pena que nem todos chegam ao final da caminhada, talvez eu os decepcione, mas não é possível agradar a todos, nisso já somos doutorados. Espero que as ONGS tenham um verdadeiro crescimento no voluntariado em 2009, não somente em número, mas em perseverança e participação.